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Por que o inglês tem tantas palavras? Vamos explorar juntos a história da língua inglesa!

Quando pesquisamos palavras ou etimologia em inglês, você já percebeu que elas têm relação com o francês, latim e várias outras línguas?

Dizem que apenas o dicionário de inglês contém 600 mil palavras, o que é um número bastante grande.

Esse enorme vocabulário tem grande relação com a história mundial.

Por isso, desta vez vamos aprender sobre a história do inglês e entender as diferenças em relação ao vocabulário moderno. Não é interessante?

 

História do inglês na Grã-Bretanha?

 

Falando em inglês, primeiro precisamos mencionar a origem do país Inglaterra.

A Grã-Bretanha é a maior ilha britânica e o cenário das histórias do inglês. Esta ilha foi invadida sucessivamente por muitos povos diferentes, e a cada vez o idioma ali falado ia mudando um pouco.

A história do inglês é dividida principalmente em três períodos: “Antigo, Médio e Moderno”.

 

Período do inglês antigo

 

O pano de fundo histórico dessa época se refere ao período entre cerca de 450 e 1100 d.C. Até o início do século IV, a ilha era habitada pelos celtas, que falavam celta.

No final do século IV, porém, os povos germânicos começaram uma grande migração pela Europa. Os anglo-saxões, vindos do continente europeu para a Inglaterra, se tornaram poderosos e dominaram a ilha, obrigando os celtas a migrarem para o norte.

Os anglos viviam originalmente perto da Alemanha, então o idioma germânico que falavam formou a base do inglês antigo. Muitas palavras introduzidas nessa época vieram do alemão. Além disso, a gramática do inglês da época era bastante complexa.

Mais tarde, por volta do século IX, dinamarqueses que falavam nórdico antigo entraram na região e se estabeleceram na área central. Eles controlaram a Inglaterra no século XI. Nesse período, palavras do nórdico foram introduzidas no inglês, e a difícil gramática começou a se simplificar.

 

Como eram as palavras do inglês antigo?

 

O inglês antigo era bem diferente do inglês que usamos hoje.

Assim como se voltássemos 1.500 anos no tempo e não conseguiríamos entender o português falado na época, também falantes nativos de hoje não entenderiam o inglês antigo. Suas principais características eram:

① Existência de substantivos masculinos, femininos e neutros
② Estrutura gramatical que não dependia da ordem SVO

Como mencionado antes, o inglês antigo era baseado no germânico da época. Como muitas línguas europeias, o germânico dividia os substantivos em masculino, feminino e neutro.

Ou seja, na frase moderna em inglês “This is a chair.”, mesmo se trocarmos chair por table, o artigo ‘a’ não muda. Mas no inglês antigo, quando o substantivo mudava, o artigo anterior tinha que mudar de acordo com o gênero do substantivo.

A seguir, temos o ② estrutura gramatical que não dependia de SVO.

No inglês moderno, exceto em casos especiais, a ordem das palavras geralmente segue [SVO]. Se mudarmos a ordem em “He goes to school” para “Goes to he school” ou “school goes to he”, a frase não faz sentido.

Mas no inglês antigo era possível mudar a ordem das palavras modificando seus sufixos.

Em outras palavras, o inglês antigo não só tinha vários tipos de substantivos, como também flexões que permitiam alterar a ordem das palavras, sendo uma língua mais complexa que o inglês moderno. No século XI, com o domínio dinamarquês, o nórdico foi amplamente introduzido e a gramática se simplificou.

 

Período do inglês médio

 

O pano de fundo dessa época vai de meados do século XI até por volta de 1500.

Em 1066, Guilherme, duque da Normandia que controlava parte do que é hoje a França, tornou-se rei da Inglaterra. Por dominarem a política, a língua normanda tornou-se o idioma oficial usado na corte, parlamento, escolas e pela nobreza. Por outro lado, os eruditos falavam latim e as pessoas comuns, inglês antigo.

Nesse período, diferentes classes usavam diferentes vocabulários, o que aumentou o número de palavras do inglês. Por exemplo, beef vem do francês, enquanto cow vem do alemão do período do inglês antigo. Esse é um dos motivos de existirem várias palavras com o mesmo significado.

Mais tarde, devido à guerra com a França continental, o status do francês caiu, e o inglês recuperou seu lugar.

 

Como eram as palavras do inglês médio?

 

Podemos ver pelo contexto histórico que o inglês nesse período foi bastante influenciado por outros idiomas, como francês e latim. Principalmente em áreas com falta de vocabulário, um grande número de palavras foi introduzido.

Por exemplo,

arrest, button, captain, cathedral, chancellor, gallery, government, liberty, minister, parliament, prince, punishment ,tennis, treat ,vogue

e assim por diante. Palavras emprestadas têm um teor mais técnico do que de uso cotidiano, já que o inglês original não possuía tais termos.

 

A grande mudança vocálica

 

Outra característica dessa época é a ausência desilent letters (letras mudas).

O inglês da época normalmente era pronunciado como se escrevia; por exemplo, knight, que hoje se pronuncia “night”, naquela época era pronunciado “k night”.

Mas essa pronúncia também mudou. No século XV, ocorreu a “grande mudança vocálica”, criando diferenças entre ortografia e pronúncia. Esta é uma das dificuldades que enfrentamos para aprender inglês hoje.

 

Flexão verbal de primeira e segunda pessoa

 

Gramaticalmente, uma das características era que os verbos tinham mais flexões do que hoje.

No inglês moderno existe o “S da terceira pessoa do singular”, mas naquela época as terminações mudavam: a primeira pessoa singular era ‘e’, a segunda ‘est’ e a terceira ‘eþ’.

Se trocarmos o atualI speak pelas formas da época, teríamos:

Ich speke = I speak
Bou spekest = You speak
He speake = He speakþ (esse þ tem pronúncia parecida com o “th” no inglês atual.)

Como podemos ver, os sujeitos da primeira e segunda pessoa também eram completamente diferentes dos atuais.

 

Período do inglês moderno

 

Não se pode ignorar o desenvolvimento da imprensa na formação do inglês moderno.

O inglês da época tinha muitos dialetos, mas, como as editoras estavam em Londres, a ortografia de Londres foi considerada o padrão do inglês.

O primeiro dicionário de inglês foi publicado em 1604 e a tradução da Bíblia em inglês apareceu em 1611. O inglês era originalmente a língua do povo comum e carecia de vocabulário acadêmico. Assim, muitas palavras foram emprestadas do latim, grego e francês.

 

Como é o inglês moderno?

 

O inglês moderno pode ser dividido em dois: início do moderno (de 1500 a cerca de 1700) e moderno tardio (após 1700 até o fim do século XIX).

 

Características do início do inglês moderno

 

As formas de primeira e terceira pessoas desse período eram quase iguais às atuais, mas a segunda pessoa usava a palavra thou .

Além disso, a flexão verbal para a segunda pessoa ainda era usada, por exemplo, you take era thou takest . Porém, ye e you também eram usados para a segunda pessoa do plural e em situações formais.

Nas peças de Shakespeare, ele frequentemente alternava entrethou ou you conforme o contexto. Na língua da época, o passado da segunda pessoa era assim:

O presente de You know era thou knowest e o passado, thou knewest
O presente de You drive era thou drivest e o passado, thou drovest

A propósito, hoje em dia thou quase só aparece em alguns dialetos. Mas, às vezes, poemas e obras literárias também usamthou ou thee.

 

Características do inglês moderno tardio

 

O inglês moderno tardio é bem diferente do inglês atual.

Os antigos thou ou thee caíram em desuso, restando só you. Além disso, foi mais ou menos nessa época que o verbo be e a forma ing começaram a ser usados para indicar o presente contínuo, algo muito semelhante ao inglês moderno.

 

O nascimento do inglês americano

No início do século XVII, a imigração para a América ainda continuava.

O desenvolvimento do inglês na América foi diferente do britânico. O inglês americano recebeu influência do oeste africano escravizado, dos povos indígenas americanos e do espanhol.

O inglês americano se baseia no inglês falado no Reino Unido da época, por isso se diz que “o inglês americano é o inglês antigo”. O mais conhecido é a pronúncia do“r”.

No inglês americano, o “r” é pronunciado com a língua enrolada, mas isso aconteceu porque o inglês britânico da época era assim. Embora essa pronúncia tenha caído em desuso na Inglaterra, ela continua no inglês americano.

Shakespeare, sendo inglês, escreveu suas peças em inglês britânico, mas dizem que às vezes seu inglês era mais parecido com o americano. Isso porque o inglês americano manteve os hábitos linguísticos da época.

 

Como é o inglês moderno?

 

Já revisamos a história do inglês, então quais são as características do inglês moderno?

Falando de inglês moderno, pensa-se na diferença de classe dentro do próprio idioma.

Ah, as diferenças diminuíram muito nos últimos anos, mas na Inglaterra cada camada da sociedade fala inglês de maneira diferente, e dizem que basta ouvir uma frase de alguém para saber a que classe pertence.

A maior representação dessa “diferença de classe no inglês” é o filme “My Fair Lady”, estrelado por Audrey Hepburn. Com a Londres da década de 1910 como cenário, Audrey interpreta Eliza, uma florista da cidade, que aprende pronúncia com um professor de linguística. O enredo mostra que, pelo avanço na pronúncia sob o rigoroso professor, ela foi tomada por uma dama da alta sociedade.

Além disso, a falecida primeira-ministra britânica Margaret Thatcher ficou conhecida por se dedicar a corrigir sua pronúncia. De origem operária, seu inglês apresentava sotaque. Para superar isso,ela contratou um tutor para ensiná-la a falar. Mesmo sendo líder do Partido Conservador, repleto de membros da elite e conservadores, ela teve essas dificuldades.

Hoje, há vários países no mundo que falam inglês. A pronúncia ficou muito mais diversificada do que era nos tempos do cinema e de Margaret Thatcher.

Apesar de ser importante buscar uma “bela pronúncia em inglês” como meio de comunicação, não podemos esquecer que “o conteúdo do que dizemos em inglês” é ainda mais importante. Não adianta ter uma pronúncia perfeita e não ter conteúdo significativo.

 

Resumo

 

Desta vez, revisamos a história do inglês desde a antiguidade até a modernidade.

O inglês atual nasceu de um contexto histórico complexo, como a migração de outros povos e o empréstimo de palavras.

O vocabulário do inglês é enorme e, às vezes, pode ser desanimador, mas podemos aprender etimologia de forma mais eficiente e consciente!

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Autor deste artigo

Olá! Eu sou o Miguel, um blogueiro brasileiro apaixonado por idiomas e comunicação. Aprendi inglês ao longo de mais de 10 anos — não apenas com livros didáticos, mas vivendo o idioma no meu dia a dia. Tenho experiência com o inglês acadêmico, conversas informais e tudo o que há entre esses dois extremos. Agora, quero compartilhar esse conhecimento para ajudar você a aprender de forma prática e confiante. Seja você iniciante ou avançado, aqui no blog você vai encontrar dicas úteis, exemplos reais e uma visão cultural que vai tornar o aprendizado do inglês mais natural, recompensador e, acima de tudo, divertido. Vamos crescer juntos!

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