Você já teve experiência de namorar um estrangeiro?
Se você está aprendendo inglês, talvez já tenha passado por algo parecido ou sonhe em ter essa experiência, certo?
O amor é um dos elementos indispensáveis da vida para pessoas do mundo todo.
Cada pessoa tem sua própria “visão sobre relacionamentos”.
Além disso, os estrangeiros podem ter uma visão de relacionamentos que nunca imaginamos.
Mas afinal, o que difere os valores dos estrangeiros dos nossos na questão dos“relacionamentos”?
Hoje, neste artigo chamado “Visão internacional sobre relacionamentos”, vamos conversar sobre a perspectiva dos estrangeiros sobre o amor!
Lendo, talvez você entenda melhor as características do país e até aproveite mais a experiência de se apaixonar!
Índice
- O que representa a visão sobre relacionamentos?
- Sem culpa por conhecer alguém pelo app de namoro
- Encontros com divisão de conta
- Traição: totalmente fora de questão!
- Relação sem distância confortável
- Amar em qualquer idade
- A essência do amor é também aberta a todos os gêneros
- Se conhecer a visão internacional sobre amor, não precisa ter medo de amar um estrangeiro?
O que representa a visão sobre relacionamentos?
Você já refletiu sobre a definição de amor? Por exemplo, se quer um relacionamento mais livre ou se acredita que, depois de namorar, deve se casar?
Nem preciso dizer que quero uma declaração, também espero que o outro tome a iniciativa nos encontros.
Meu lema em encontros é dividir a conta. Quero ser um casal igualitário.
Não penso em casar. Só quero curtir o momento!
A aparência da pessoa que eu namoro certamente é um fator importante.
Não importa quão bonito(a) seja, a personalidade da pessoa no relacionamento é essencial!
Mesmo que seja alguém que eu não goste totalmente, ainda quero conquistá-lo (a).
Pensamentos como esses são muitos, mas as ideias sobre amor chamamos de “visão sobre relacionamentos”.
Até mesmo as formas de conhecer alguém variam: há quem ache que “deve ser natural”, e outros já usam apps de relacionamento para buscar um parceiro.
O amor pode ser algo bem grande, e a forma de pensar das pessoas se manifesta na visão real que têm sobre relacionamentos.
Se a pessoa com quem estamos saindo, ou talvez venhamos a sair, tem valores totalmente diferentes dos nossos, o que fazer?
A seguir, vamos comentar sobre como os estrangeiros enxergam o amor. Imagine essas situações! Mas lembre: apesar de serem características culturais, as diferenças individuais sempre existem.
Sem culpa por conhecer alguém pelo app de namoro
Cada vez mais pessoas usam aplicativos de relacionamento para conhecer pretendentes e até alguém para casar.
No entanto, alguns ainda têm resistência contra os apps, ou acham que contar para família e amigos que conheceu o parceiro pelo app dá alguma vergonha.
No exterior, o app se chamaDating app; apps famosos incluem Bumble, Hinge, Tinder, Match.com e Grindr, por exemplo. O Tinder é utilizado em cerca de 200 países/territórios e também é popular no Brasil
Diferente dos brasileiros, que prezam pela opinião pública, estrangeiros se sentem confiantes mesmo conhecendo alguém por app.
As cinco principais razões para usar o app são, respectivamente,
“Curiosity Curiosidade”, “Convenience Conveniência”, “Boredom Tédio”, “Loneliness Solidão”, “Hope Esperança”.
Motivos assim são comuns, certo? Sendo assim, mesmo se for para sair com alguém por app, não tem problema, é só partir pra ação.
Encontros com divisão de conta
Um encontro empolgante, arrumando-se lindamente para sair.
Dá pra ir a lugares gratuitos, mas encontros acabam gerando alguns gastos, como com comida e bebida.
É aí que surge a polêmica: “Homem deve pagar no encontro?” Haha! Não é só no Brasil isso também é comum no exterior.
Fora do país, o padrão no encontro é dividir a conta. Veja algumas experiências de mulheres:
“No primeiro encontro tem que ser divisão de conta. Sempre digo para dividir, se não aceitar, fico brava.” (25 anos)
“Tem que dividir a conta. Se não gostar, é só falar que vai embora.” (56 anos)
“No restaurante também dividimos a conta, se um homem me pagar uma bebida no bar, na próxima vez eu pago duas para ele.” (22 anos)
Ao falar em dividir a conta, muitos pensam nos holandeses.
Como os holandeses prezam por dividir despesas, usar o método de cada um pagar o seu (“a la AA”) é expresso como “Dutch treat” ou “Go Dutch”.
A Holanda tem uma forte cultura de igualdade de gênero. Portanto, não espere que, por ser mulher, vá ser convidada sem dividir a despesa.
Países que não respeitam a igualdade de gênero não são bem vistos mundialmente, inclusive a Holanda. Suas futuras ações continuam sendo observadas.
Outras formas de falar da divisão da conta incluem “100% split” ou “pay for mine“. Além disso,se quiser dizer “eu pago”, pode dizer “It’s on me.”.
Vamos também comentar sobre como a divisão de contas acontece nos países asiáticos!
Como no Brasil?
Os homens brasileiros costumam ser bem proativos ao convidar uma mulher para sair.
Na cultura brasileira, quem convida paga a conta. Assim, as mulheres convidadas normalmente não pensam em dividir a conta. Isso já virou uma forma de expressão dos sentimentos.
Mas há uma “regra não escrita”: o homem paga a refeição e a mulher arca com pequenas despesas.
Mulheres devem ser iguais aos homens?
Mulher frágil e o homem que a protege. Ou então um homem que busca uma mulher maternal.
É esse o tipo de casal que você imagina?
No exterior, igualdade entre homens e mulheres nos relacionamentos é algo comum.
Por exemplo, na Itália, há quem goste das mais mandonas; já na França, onde a cultura valoriza as mulheres, é comum encontrar mulheres de personalidade forte.
Isso não tem a ver se a mulher é bonita ou não, mas sim sobre construir uma relação igualitária, com respeito mútuo e crescimento conjunto.
Mesmo em discussões, o homem pode às vezes chorar na frente da parceira e mostrar seu lado vulnerável.
Ter uma relação onde ambos podem ser sinceros, compreender o outro, pode ser melhor do que um relacionamento unilateral.
Traição: totalmente fora de questão!
Não que todo relacionamento envolva traição, mas muitos casais acabam brigando ou terminando por conta de infidelidade.
Em termos de aversão à traição por características nacionais, o Brasil ocupa o terceiro lugar.
A Indonésia é o país onde a traição ocorre com menor frequência. Os motivos envolvem o Islã e um forte desejo de controle.
Surpreendentemente,os franceses estão em segundo lugar.
Como casais e cônjuges passam muito tempo juntos, há menos oportunidades para traição, e as mulheres se esforçam para manter seu charme, fazendo com que os homens continuem sentindo romance por elas.
A propósito, os países com maior taxa de infidelidade são Tailândia, Dinamarca e Itália. Já o Reino Unido, onde moro, está entre os dez primeiros. Nos últimos anos, quatro amigas minhas se divorciaram porque os maridos (ingleses) traíram.
Claro, também tem muitos britânicos honestos.
Relação sem distância confortável
Mesmo estando em um relacionamento, nada impede de sair com os amigos. Conversar sobre o(a) parceiro(a) com amigos também pode ser divertido.
Porém, dependendo do país, esse equilíbrio pode se perder e criar ondas de ciúme!
Os indianos costumam ser ciumentos. Embora sejam conhecidos pela excelência em TI, ao se apaixonarem, telefonam várias vezes ao dia para expressar carinho e dizer que amam.
Os laços familiares também são muito fortes, e os homens indianos tendem a ouvir os pais. Ter um parceiro indiano pode ser um paraíso se combinarem, mas se não, pode virar um inferno.
Se quer experimentar um relacionamento cheio de emoções inesperadas, este é um país bem interessante.
Amar em qualquer idade
Alguns países se preocupam muito com a idade, outros acreditam que idade é apenas um número. O Reino Unido certamente faz parte do segundo grupo.
No primeiro, espera-se que as pessoas façam certas coisas em determinada idade.
Por exemplo, pensar que pessoas com 60, 70 anos ou mais ainda podem se apaixonar parece um desperdício de vida. Talvez porque sempre os vemos como figuras paternas/maternas.
Embora as pessoas “queiram se apaixonar em qualquer idade”, nem sempre têm coragem para agir.
Mesmo assim, em alguns países, não importa a idade, viver um romance emocionante é visto como normal. Não precisa ser celebridade; pessoas comuns também se arrumam à noite para jantar ou assistir a shows com quem gostam.
Com a idade, o tempo de qualidade com quem se ama também muda em relação ao dos jovens. O amor não é exclusividade da juventude; mesmo tendo filhos, a prioridade não precisa ser apenas eles, não é preciso acreditar que sempre há perdas ao escolher algo.
A essência do amor é também aberta a todos os gêneros
Gênero refere-se ao social e ao cultural; sem gênero é a ideia de eliminar as diferenças de gênero, como no caso de pessoas intersexuais, andróginas ou bissexuais.
Uma grande característica desse conceito é a moda sem gênero, mas essa tendência também aparece no amor.
Ninguém é obrigado a agir como mais masculino ou feminino; cada um pode escolher livremente por quem se apaixonar.
Além disso, nos países de língua inglesa, também é comum ter “sentimentos românticos sem desejo sexual”, como no caso da assexualidade.
É importante notar o quanto essas relações são abertas e acolhedoras.
O termo “LGBT” (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros), originário da Europa, hoje é usado mundialmente e ajudou a fortalecer essa tendência.
Se conhecer a visão internacional sobre amor, não precisa ter medo de amar um estrangeiro?
Aqui apresentamos só uma parte das visões de amor de outros países.
Outros exemplos são: enquanto há muitos contatos físicos, não é raro também que, como na Ásia, apenas depois de uma declaração oficial é que as pessoas começam a namorar – para os estrangeiros, essa tradição é surpreendente.
Se entendermos essas diferenças, talvez o relacionamento com um estrangeiro seja ainda melhor. A partir daí, a habilidade de comunicação se torna essencial.
Aulas de conversação online de inglês têm professores de muitos países diferentes. Se você aprender um pouco a cada aula, encontrará ainda mais descobertas sobre visões de amor do que trouxemos aqui!









