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Conselhos para estudantes internacionais: compartilhando várias técnicas eficazes para aprender inglês

“Assim que for para o exterior, tudo vai ficar bem.”
“Morando em um país de língua inglesa, o inglês naturalmente vai melhorar.”
“Aquela pessoa foi estudar no exterior, por isso ela fala inglês tão bem.”

Você já ouviu essas frases com frequência?

Na verdade, essa ideia não é necessariamente correta.

Assim como mudar para os Estados Unidos não vai te fazer falar inglês fluentemente de repente.

Também há muitas pessoas que moram em países de língua inglesa por mais de dez anos e, mesmo assim, não conseguem manter uma conversa simples do dia a dia.

Em outras palavras, se você acha que estudar no exterior vai aumentar sua proficiência na língua inglesa sem fazer nenhum esforço pessoal, não importa quanto tempo passe lá, não terá resultado nenhum, apenas perderá tempo e dinheiro.

Neste artigo, nós vamos explicar  a importância de continuar aprimorando o inglês durante o intercâmbio, assim como  alguns métodos de estudo de inglês que você pode adotar.

Esperamos que, depois de ler este artigo, você consiga evitar desvios desnecessários e aumentar o aproveitamento dos seus estudos no exterior.

 

É preciso continuar estudando inglês durante o intercâmbio

 

Primeiro, vamos ver  por que é necessário fortalecer o inglês durante o intercâmbio.

É claro que existem muitos motivos para isso, mas aqui selecionamos três principais.

 

A proficiência em inglês não vai melhorar automaticamente só porque você mudou de ambiente

 

Já mencionamos antes: mesmo que você more em um país de língua inglesa,  seu inglês não vai melhorar sozinho.

Claro, há exceções: se uma criança de menos de três anos for exposta a um ambiente de inglês por dez anos, é natural que ela vá falar muito bem. Mas, se esse não for seu caso, é preciso encarar a realidade: só mudar de ambiente não vai mudar seu nível de idioma.

Algumas pessoas podem pensar:

“Basta conversar com pessoas locais para aprender inglês, não é?”

De fato, através de conversas reais do cotidiano se aprende muita coisa, especialmente o que não se aprende na escola.

No entanto, um ponto que muitas vezes é ignorado é que

“a comunicação nem sempre depende da linguagem”.

Frequentemente vejo pessoas no exterior que quase não falam inglês conseguindo se comunicar com estrangeiros (e até mesmo fazer amigos) usando apenas algumas palavras e gestos.

Isso é ainda mais frequente no caso de mulheres jovens, que costumam achar formas de superar a barreira do idioma.

Ou seja, é possível sobreviver no exterior mesmo sem falar inglês, então não dá para esperar que sua proficiência em inglês melhore naturalmente.

 

A universidade não é lugar para aprender inglês

 

Alguns podem pensar: “Pelo menos nas aulas da faculdade, dá para aprender inglês!”

É verdade: ir às aulas, escrever relatórios e discutir com colegas são todos processos feitos em inglês.

Em um ambiente desses, como o inglês não iria melhorar?

Mas aí está um problema.

Ou seja, “todo o processo de ensino se baseia no pressuposto de que o aluno já tem um nível suficiente de inglês”.

Ou seja, os professores ensinam disciplinas específicas, não inglês.

Os professores não têm obrigação de ajudar você a compensar sua falta de proficiência no inglês.

Geralmente, a vida universitária já é cheia de compromissos, não sobrando muito tempo extra para estudar inglês.

O pior dos casos é acabar reprovando por não conseguir entender o conteúdo das aulas devido ao baixo nível de inglês, e voltar ao Brasil sem sequer conseguir o diploma.

Portanto, mais uma vez: nunca confunda estudar numa faculdade ou pós-graduação no exterior com estudar inglês.

 

Escolas de idiomas geralmente são baseadas no autoestudo

 

Alguns também pensam:

“Pelo menos a universidade geralmente tem escola de idiomas, não ajuda?”

Sobre essa questão, não há uma resposta única porque cada escola de idiomas ou universidade pode ser diferente.

No entanto, de acordo com a experiência de muitos, contar apenas com as aulas da escola de idiomas para aprender bem o inglês tem probabilidade muito baixa de sucesso.

Os motivos podem ser vários, mas o principal é que as escolas de idioma não têm uma exigência rigorosa.

Ou seja, embora ofereçam um local para estudantes internacionais aprenderem inglês, não têm nenhuma responsabilidade direta pelo seu progresso.

Portanto, mesmo que o aluno não evolua no inglês, a escola de idiomas dificilmente sofrerá pressão da administração.

Especialmente nos Estados Unidos, existe a ideia de que cada estudante é responsável por si mesmo para aprender inglês.

Na prática, a escola de idiomas não costuma acompanhar alunos com notas baixas nem verificar se estão aproveitando bem as aulas.

Por isso, é melhor enxergar a escola de idiomas como um sistema de apoio ao autoestudo.

 

Pontos chave para aprender inglês durante o intercâmbio

 

Espero que agora esteja claro que estudar no exterior não é suficiente: é fundamental estudar inglês por conta própria.

A seguir, compartilhamos alguns  cuidados a considerar nos estudos.

 

A prática é prioridade máxima

 

Um dos conceitos mais importantes no aprendizado é praticar constantemente.

Normalmente, desde pequenos, as provas de inglês avaliam estes três aspectos:

・Nível de gramática
・Vocabulário
・Capacidade de responder questões

Porém, quando se trata da prática no inglês, esses pontos deixam de ser importantes porque eles já estão naturalmente incluídos no próprio processo de prática.

Vou dar um exemplo: na faculdade no Brasil, quando você faz um trabalho ou uma apresentação oral, alguém avalia o seu uso correto de gramática ou a quantidade de vocabulário em português?

Claro que não. O conteúdo é o mais importante, não o seu nível de português.

O mesmo ocorre ao estudar no exterior: ninguém liga muito para o seu nível de inglês porque inglês é apenas uma ferramenta. Essa é a maior diferença entre prova e prática.

Nosso objetivo ao aprender é dominar o uso do inglês como ferramenta, e não passar nas provas.

A partir desse ponto de vista, praticar inglês pode ser dividido em “escrita”, “conversação” e “escuta, entre outros aspectos.

Mais uma vez, o objetivo de aprender inglês definitivamente não é para provas, mas sim para adquirir mais ferramentas de comunicação e capacidade de obtenção de informações.

 

Crie um ambiente sem português

 

Outro ponto importante de aprendizagem é criar um ambiente em que não se use português.

É natural que a pessoa queira usar seu idioma nativo, isso é instintivo.

Por exemplo, ao assistir a um filme em inglês com legendas em português, nosso foco acaba sendo a legenda, não o que está sendo dito em inglês.

Se quiser avançar rapidamente no inglês, especialmente no  listening e speaking, é essencial usar seu tempo da maneira certaSeria ótimo até se conseguir cortar o português por completo.

Hoje em dia, graças à tecnologia, basta ter um smartphone para assistir a vídeos de qualquer lugar. Muitos estudantes no exterior gastam grande parte do tempo assistindo a mídia em português, então, mesmo morando fora, acabam tendo mais contato com o português.

Portanto, só com determinação para  não assistir filmes em português, não ouvir músicas em português, apenas ver TV em inglês, conversar consigo mesmo em inglês, fazer anotações em inglês e evitar ao máximo o português ao redor você vaiaproveitar o tempo fora da escola de idiomas para reforçar seu inglês.

Veja a seguir alguns  métodos concretos de estudar inglês.

Essas dicas podem ser usadas tanto enquanto estiver fora, quanto como preparação antes do intercâmbio.

 

Aproveite o YouTube, Netflix e outros meios multimídia

 

A primeira dica é usar serviços de streaming como YouTube e Netflix para estudar.

YouTube e Netflix são voltados primordialmente para entretenimento, mas também podem ser ótimas ferramentas para quem está aprendendo inglês.

Isso porque, no YouTube e na Netflix, você pode encontrar muitos “vídeos de ensino de inglês feitos por falantes nativos”.

Eles costumam utilizar materiais de inglês adaptados ao nível de não nativos.

A linguagem usada nesses vídeos geralmente é mais correta e a fala, mais lenta.

Já nos filmes ou séries em inglês, isso geralmente não acontece.

Como o objetivo dos filmes não é o ensino, ali sempre aparecem expressões coloquiais e frases incompletas.

Portanto, se quiser estudar inglês por vídeos, escolha bem as fontes. Além disso, combine técnicas como shadowing (repetição simultânea) e dictation (ditado)paramelhorar seu listening, speaking e pronúncia de forma eficiente.

 

Crie o hábito de escrever diário em inglês

 

Escrever diário em inglês é um método tradicional, mas eficiente.

Dessa forma, você pode treinar sua capacidade de descrever em inglês e também a habilidade de se expressar objetivamente.

O maior benefício é que isso força você a praticar escrita em inglês diariamente.

A seguir, algumas dicas para escrever o diário em inglês:

 

Dica 1: Não faça frases muito longas

 

O principal motivo das pessoas não gostarem de escrever diário é a pressão.

Só de pensar:

“Se eu me obrigar a escrever cinco frases por dia, mas não tiver nada para contar hoje?”
“Amanhã preciso acordar cedo, mas não posso parar de escrever diário, que incômodo…”

Essas pequenas regras acabam gerando grande pressão, levando a pessoa a desistir.

Na verdade, se não aconteceu nada especial no dia, basta escrever uma ou duas frases.

Lembre-se: escrever pelo menos uma ou duas frases por dia durante um ano é muito melhor do que se obrigar a escrever textos longos e abandonar em menos de uma semana.

 

Dica 2: Defina previamente gramáticas para praticar

 

Uma das maiores dificuldades ao escrever diário é que o conteúdo geralmente se repete.

É natural, já que a rotina de todos é bastante semelhante.

Para resolver esse problema, é recomendável decidir um tema gramatical antes de escrever.

Por exemplo, hoje vou escrever usando present perfect ouhoje vou praticar frases com gerúndios.

Assim, o diário fica mais variado e oferece boas oportunidades para praticar gramática.

 

Aproveite cursos de conversação online

 

Outro excelente método de aprendizagem de idiomas é  aproveitar cursos de inglês online.

Alguns podem pensar: já que estou no exterior, para que depender da internet? Por que não praticar com pessoas ao meu redor?

À primeira vista, parece lógico: com tantas pessoas falando inglês ao redor, fazer um curso parece contraditório.

Mas veja por outro lado: se chegar um estudante estrangeiro na sua escola e ele quiser praticar português com você todos os dias, o que você acha?

Se forem próximos, talvez não haja problema, mas para a maioria das pessoas, esse entusiasmo não dura muito.

Voltando para o exterior, usar as pessoas ao redor apenas como “parceiros de prática” pode ser considerado indelicado, então evite ao máximo fazer isso.

Por isso, é preferível se inscrever em  cursos online de inglês.

Com os cursos de conversação online, você pode praticar com professores qualificados sem se preocupar em incomodar amigos.

Professores especializados também ajudam a corrigir seus erros, tornando o aprendizado mais eficiente.

No exemplo da NativeCamp, não importa em que país você esteja, basta ter celular ou computador com internet para escolher o melhor horário, sendo muito prático.

Você pode  participar das aulas conforme sua necessidade, sem limite de quantidade, sem se preocupar com o fuso horário, e até mesmo aproveitar intervalos, pausas ou dez minutos antes de dormir para aprender.

O melhor é que, estando no exterior, você tem mais oportunidades para praticar o que aprendeu nas aulas.

Se optar por fazer os cursos online pela manhã, pode usar o restante do dia na escola de idiomas para praticar ainda mais. A longo prazo, seu inglês certamente melhorará muito.

 

Erros comuns de quem faz intercâmbio

 

Por fim, vou compartilhar alguns  erros frequentes cometidos por estudantes internacionais.

 

Focar apenas no que gosta

 

O que mais acontece é  gastar tempo demais com os próprios hobbies.

Seja no exterior ou no Brasil, universitários geralmente têm muito tempo livre.

Para quem estuda fora, esse período deveria ser aproveitado para aprender idiomas ou habilidades profissionais, mas muita gente acaba se perdendo na liberdade e gastando o tempo apenas se divertindo.

Já ouvi muitas histórias de estudantes que passam a semana inteira na academia ou fazendo compras, e acabam sendo reprovados nas matérias.

Aumentar a experiência de vida é ótimo, mas não se esqueça de que estudar deve ser a prioridade na faculdade.

 

Problemas causados por consumo de álcool por menores

 

Também ouvi muitos  relatos tristes relacionados ao consumo de álcool.

Em países ocidentais como os Estados Unidos, o consumo de álcool por menores é um assunto muito sério. Quem for pego pode ser levado para a delegacia, ou até ser deportado.

Se isso resultar em expulsão da escola, o prejuízo é enorme.

 

Conclusão

 

Apesar de muita gente almejar estudar no exterior, ainda são poucos os que vão, por isso as informações disponíveis não são tão abundantes.

Se estiver pensando ou prestes a viajar para estudar, lembre-se de  coletar o máximo de informações possíveis. Se você for para um país desconhecido sem nenhuma preparação, com certeza vai acabar desperdiçando muito tempo e dinheiro, o que seria uma pena.

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Autor deste artigo

Olá! Eu sou o Miguel, um blogueiro brasileiro apaixonado por idiomas e comunicação. Aprendi inglês ao longo de mais de 10 anos — não apenas com livros didáticos, mas vivendo o idioma no meu dia a dia. Tenho experiência com o inglês acadêmico, conversas informais e tudo o que há entre esses dois extremos. Agora, quero compartilhar esse conhecimento para ajudar você a aprender de forma prática e confiante. Seja você iniciante ou avançado, aqui no blog você vai encontrar dicas úteis, exemplos reais e uma visão cultural que vai tornar o aprendizado do inglês mais natural, recompensador e, acima de tudo, divertido. Vamos crescer juntos!

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